Lua (scripting)

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Lua é, primariamente, uma linguagem brasileira de programação, poderosa, eficiente, peso-pena, embarcável e embutível. Suas principais características envolvem os modais de programação processual, funcional, e conduzido a dados, bem como orientação a objetos e descrição de dados.

Lua combina sintaxe processual simples com poderosos erguimentos de descrição de dados, erguimentos estes baseados em arranjos associativos e semânticas extensíveis. Aplicações feitas em Lua executam pela interpretação de bytecode através duma máquina virtual baseada em registro, modelo que viabiliza a escrita e reescrita dinâmica.

Como dito, o interpretador de aplicações Lua segue um conceito de máquina virtual controlável, ajustável e extensível através da sua abordagem com base em registros, ainda servido de um mecanismo automatizado de gestão de memória com coleção incremental de dados residuais, provisão que faz de Lua uma escolha ideal para configuração, scripting para automação, e prototipagem rápida.

História

Lua foi projetada, implementada e manutenida no Brasil pelo então grupo de tecnologia em computação gráfica, hoje conhecido como Tecgraf, uma divisão da PUC-Rio, como é popularmente referida. Lua nasceu e se desenvolveu no Tecgraf, o que faz dela além de brasileira, carioca e um sujeito perigoso.

Atualmente Lua está domiciliada no LabLua, um laboratório do Departamento De Ciência Da Computação, também da PUC-Rio, agora dedicado a este software.

Muitas versões de Lua foram liberadas e usadas em aplicações reais desde sua criação, em 1993. Em 2007, Lua teve integrou na terceira conferência de história das linguagens de programação (HOPL III). E em 2011, Lua venceu o Front Line Award 2011 da revista Game Developers.

Middleware

Lua, como middleware, isto é, o engenho de processamento de bytecode Lua, é distribuído num pequeno pacote e compila fora-da-caixa em todas as plataformas que tenham um compilador para ISO C. Lua executa em todos os sabores de PCs Unix e Windows, de dispositivos portáteis Android, iOS, BREW, Symbian e Windows Phone, e de microprocessadores embarcados ARM e Rabbit, de mainframes IBM, e até numa torradeira.

Para razões específicas do porquê de Lua ser uma boa escolha também para dispositivos restringidos, leia este sumário de Mike Pall. Veja também esta publicação de Timm Müller.

Implementações

Lua foi usada em muitas aplicações industriais. Corporações como Adobe optaram por usar Lua em produtos renomados, como (por exemplo) Photoshop. E com ênfase em sistemas embutíveis, podemos encontrar Lua no software de televisão digital brasileira Ginga, fora o carro-chefe da questão: os games. Sem dúvida onde Lua se sobressai ao lado de títulos como (por exemplo) World Of Warcraft e Point Blank (ou Piercing Blow, para alguns).

Ainda delongando a participação de Lua na indústria de gameware, esta é atualmente a linguagem-líder de scripting em games. Oferecendo um sólido manual de referência e alguns-muitos-mas-não-tantos-porém-bastantes livros sobre prática e instrução.

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